Colírio do dia

Colírio do dia

segunda-feira, 18 de agosto de 2008

Mudanças do Sentimento














Desde os nossos antepassados, o que se costumava preservar e sendo assim lutar, era a vida que, supostamente, significava o resultado de uma união entre dois seres de sexos diferentes.
Levando em consideração a maneira de procriar, salvar a espécie humana, nada mudou. Porém, nota-se sem nenhuma porcentagem de dificuldade o quanto “evoluímos”. Hoje, temos energia elétrica, casas de alvenaria, automóveis, aviões, até para a lua conseguimos ir. Sendo causa ou conseqüência, isso não importa, a alma humana se modificou.
O objetivo de vida torna-se a cada segundo, a cada nova invenção da tecnologia, mais ambicioso e, de nenhuma maneira, a necessidade e o sofrimento do próximo têm tal importância como realizá-lo.
Não existe mais amizade, existem colegas de guerra, não existe mais família, existem pessoas com progenitores próximos. Realmente, falar de amor e amizade em pleno século XVI está fora de moda. E por falar em moda, que tal um casaco de pele de onça? Salvem a Amazônia!
Mães abandonam seus filhos em sacos plásticos, padres abusam sexualmente de crianças, mendigos são queimados enquanto dormem na praça, pais são forçados a ver o assassinato de seus próprios filhos. Não se dorme mais como antigamente. Não dormimos hoje com a certeza de acordarmos amanhã, não andamos mais com a certeza de chegar em casa e reencontrar a família.
Grande família? É melhor deixar somente para a Rede Globo, pois agora, o salário que recebemos não é suficiente para ter mais de um ou dois filhos.
Para quem cruza os braços ao ver uma notícia de corrupção na TV ou vota inconseqüentemente achando que nada vai afetar ou mudar em sua vida, está na hora de pensar um pouco mais com “dignidade”.
A tal geração coca-cola, tão bonita e alegre em propagandas e músicas, começa então, a desenvolver os sintomas gástricos, evoluídos de uma desordem ambulante.
Uma de centenas teorias feitas por quem tudo tenta explicar, diz que, tudo provavelmente, começou com um projeto de administrar e organizar o trabalho de um povo: a economia que, posteriormente, veio chamar-se de capitalismo. Não sou cínica de criticar quem por esse universo, tenta se sobressair de uma classe oprimida para chegar ao topo da hierarquia, afinal, até mesmo eu, sou escravocrata desse sistema. Tenho total convicção de meus objetivos e os idealizo em plena harmonia com a realidade.
Estudar, fazer uma universidade, ter uma profissão digna, ganhar dinheiro, ter um carro, uma casa boa, conforto, jamais seria um ato desonesto ou imoral, pois, “merecemos comer o melhor fruto desta Terra”, assim Jesus nos disse. Mas o que não podemos fazer é desmerecer as outras pessoas pela sua conta bancária, ser corruptos e, principalmente, deixar de ter alma e ser robôs, eternos escravos do dinheiro.
Amanda Lacerda 2º colegial

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